01A força do identitarismo na mobilização tática e na criação de conteúdo
O segundo turno foi, até aqui, a eleição mais identitária e nichada na circulação de conteúdo. Grupos, coletivos, cenas e fandoms articularam suas identidades em torno da participação política.
02Mulheres e pessoas LGBTQIAPN+ na linha de frente
Os fandoms de música pop que puxaram as mobilizações pró-Lula são formados principalmente por mulheres e pessoas LGBTQIAPN+, grupos que já faziam ativismo digital há mais de uma década.
03Os fandoms de música pop foram os grandes protagonistas
ARMYs, Swifties, BeyHive e Little Monsters se articularam em 3 de outubro e criaram o perfil Fandoms com Lula, com 39 mil seguidores no X e 44,8 mil no Instagram.
04O ativismo gamificado venceu o jogo
Missões com prazo, distribuídas em grupos de Instagram, deram unidade e motivação. A prática vem da cartilha dos fandoms e, por mais de dez anos, foi mais associada à extrema-direita.
05Nerds e gamers progressistas ainda são o player 2
Grupos mais masculinos e mais conservadores. Atuaram de forma independente, com cards, memes e análises sobre tramas e personagens, sem gamificar.
06A reação da esquerda pelo humor: Gay de Fórum e Dark Woke
O humor deixa de persuadir e passa a funcionar como performance de pertencimento. O Gay de Fórum nasce nas comunidades de divas pop. O Dark Woke é um rótulo importado.
07A IA generativa é o novo hit da esquerda
Dublagens, novelas verticais e deepfakes de videoclipes com Lula no lugar de Michael Jackson ou Madonna. Cards em estética AI slop miraram o público do status do WhatsApp.
08Culturas de fãs e o apelo à curadoria da memória
Fãs de ficção científica lembraram o papel político das distopias. Coletivos de música eletrônica resgataram as origens negras, latinas e LGBT do techno e da house.
09O ativismo de fãs dominou os charts
A separação entre ser fã e ser cidadão é porosa. O Sul Global ganha peso como referência, e o segundo turno de 2026 abre uma nova camada do fenômeno.